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Esqui e Snowboard no JapãoPraticar esqui e snowboard está no roteiro de lazer dos brasileiros no Japão
Kitagawa não esconde que o esqui virou um vício. “Sou louco pela neve e por sentir essa sensação de liberdade quando estou deslizando. Mas tenho histórias engraçadas, constrangedoras e até tristes, como a morte de um amigo. No começo, caía tanto que as minhas nádegas chegaram a ficar congeladas. Tive de ir ao hospital e a vergonha foi enorme. É que não usava roupa adequada, mas não queria desistir. Fiquei o dia todo tentando”, contou. A fascinação dele é grande. “Tenho várias turmas e vou para qualquer lugar independente do preço. Tento economizar durante o ano para gastar no inverno. Já fui para várias estações de esqui, desde Gifu a Hokkaido. Fiz a doideira de ir também ao Chile e aos Estados Unidos”, disse Kitagawa, que prefere o esqui ao snowboard. Os dois são esportes praticados sobre a neve, mas com equipamentos diferentes. “No esqui, são duas pranchas estreitas e de extremidade frontal arrebitada. Já no ‘snow’, tem apenas uma prancha mais larga. Os iniciantes sempre dizem que o ‘snow’ é mais fácil”, explicou o instrutor brasileiro Patrick Hirano, 29, de Nagano. Hirano conta que sempre gostou de praticar esportes na neve. Quando morava no Brasil, esquiava na Argentina ou no Chile. “Quando vim para o Japão com meus pais, em dezembro de 1995, a primeira coisa que fiz foi procurar uma estação de esqui. Me apresentei como voluntário e depois de muita insistência, me deixaram ficar. Foi assim que virei instrutor, o que faço até hoje. Mas há dois anos, trabalho também numa fábrica”, contou. Iniciantes sempre têm boas histórias. Quem garante é Raquel Keiko Akeyama, 19, de Toyohashi (Aichi). “Nunca me esqueço da primeira vez que fui esquiar. Foi no inverno de 2003, em Nagano. Morrendo de frio, aluguei umas roupas e todo o equipamento. Depois fui tentar me equilibrar no esqui. Não deu certo e parti para o ‘snow’. Estava indo bem, até que meus amigos inventaram de descer o morro. Subimos de teleférico, mas na hora de sair, não consegui e meu amigo me puxou. Caí com a cara na neve”, lembrou. Esse foi o começo de uma bela aventura para Raquel. Depois de se recompor, veio a parte mais difícil: descer. Ainda sem dominar a prancha, ela viu que a descida era muito íngreme. “Fiquei com tanto medo que não consegui descer. O pior é que todos os meus amigos desceram e os instrutores tiveram de me buscar. Quando cheguei, levei a maior bronca dos meu amigos e dos instrutores também”. Mas depois de muitas mancadas, Raquel aprendeu a esquiar e hoje procura sempre ir com os amigos. “Nos finais de semana e no feriado do início do ano, a estação de esqui é o meu endereço certo. O legal é que a gente faz novos amigos. Sempre vou a Gifu, onde os brasileiros freqüentam”, disse. Para Otávio Sato, 25, de Yokkaichi (Mie), a história não foi tão legal assim. A paixão surgiu logo na primeira vez. Os tombos típicos de iniciantes não podiam faltar. Mas quando ele decidiu tentar manobras radicais, acabou se dando mal. “Cheguei a quebrar as costelas, os braços e as pernas. Mas os machucados valeram a pena. Hoje consigo fazer minhas manobras e sou viciado em snowboard”, garantiu. Onde esquiar e praticar snowboard no Japão FUKUI Katsuyama Dainarando Horário: 8h às 17h (2ª a 6ª), 5h às 19h (sábados, domingos e feriados) Número de Percursos: 18 Aluguel do Esqui: ¥ 4.600 (adulto), ¥ 3 mil (criança) Teleférico: ¥ 4.800 (adulto), ¥ 3.840 (kookoosei) ¥ 1.500 (criança) Tel.: (0575) 72-6636 Estacionamento: gratuito (2ª a 6ª), feriados e finais de semana ¥ 1mil GUNMA Tone Kita Azumi Minami Uonuma Tokorozawa Maihara Susono Nasushiobara Toyama
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